Os problemas para os exportadores de abacate em Michoacán persistem após a suspensão do USDA.
ARTIGO
Na sexta-feira à tarde, 21 de junho, foi anunciado que as operações de carregamento seriam autorizadas a serem retomadas no sábado, 22 de junho, e no domingo, 23 de junho, mas apenas para as unidades localizadas nos municípios de Uruapan, San Juan Nuevo e Ziracuaretiro. Um total de 24 unidades de embalagem carregaram 146 remessas durante esses dois dias, além de outras 100 remessas que partiram do estado de Jalisco, totalizando 246. No entanto, essa autorização beneficiou pouco mais de 30% das unidades de embalagem certificadas em Michoacán, que puderam retomar operações relativamente normais desde segunda-feira, 24 de junho. Os 70% restantes continuam operando sem autorização até a tarde de terça-feira, 25 de junho.
Apesar dos discursos triunfalistas e falsamente otimistas tanto do embaixador quanto do governador de Michoacán, o conflito permanece sem solução. As exigências da embaixada americana para o retorno de inspetores a todas as unidades de processamento de carne do estado são desconhecidas, mas, pelo que se observou nos municípios autorizados, as medidas exigidas beiram o exagero e até o ridículo. Contudo, parece não haver alternativa senão acatar.
Após as reuniões, o embaixador deixou uma lista interessante de questões, incluindo segurança, trabalho e meio ambiente. A capacidade de coordenação entre os governos estadual e federal com o setor representado pela APEAM será posta à prova. Cada parte terá que cumprir seus compromissos, mas o desempenho do governo será crucial. Em última análise, garantir a segurança dos fiscais e dos cidadãos em geral é de sua exclusiva responsabilidade, enquanto as questões trabalhistas e ambientais são simplesmente uma questão de aplicação da lei. A APEAM não foi criada para esses fins e sua atuação nessas questões carece de qualquer fundamento legal.
É importante reconhecer o excelente trabalho do conselho da APEAM, liderado por Julio Sahagún, no enfrentamento dessa situação desafiadora. Esperamos que os responsáveis pela autorização da retomada das operações ajam com bom senso e que esse setor vital para o México seja totalmente reativado o mais breve possível.
Sérgio Paz Vega
México