O México dita o ritmo no mercado de abacates dos EUA.
O México exportou 1.189 remessas de abacates para o mercado dos Estados Unidos durante a décima segunda semana. A demanda pela fruta mexicana manteve-se constante e, não fosse o feriado de segunda-feira, 17 de março, um volume ainda maior teria sido exportado. Pelo menos até esta semana, não havia sinais de fraqueza no mercado; com exceção do tamanho 48, todos os tamanhos estavam em demanda, com relatos de redução nos estoques. O tamanho 48, o mais importante comercialmente, apresentou alguma incerteza durante alguns dias, mas, no fim de semana, as remessas estavam fluindo normalmente.
A procura por tamanhos menores, principalmente o tamanho 70, continuou a dominar as colheitas. Os varejistas que direcionaram suas vendas para esse tamanho ainda o exigem, principalmente, embalado em caixas plásticas reutilizáveis (RPCs) que são exibidas diretamente nas lojas.
Os preços pagos aos produtores permaneceram estáveis e a demanda por frutas menores foi atendida pela abundante disponibilidade nos campos. Como mencionado anteriormente, a produção mexicana desta temporada apresenta uma porcentagem maior de frutas de tamanhos menores em comparação com as temporadas típicas, onde o tamanho 48 é o mais comum. Se a demanda por frutas menores continuar e as frutas de tamanho 60 ou maior continuarem a ter boa aceitação no mercado, o México não deverá ter problemas para abastecer o mercado com volumes adequados, promovendo assim maior estabilidade.
Com a aproximação do dia 2 de abril, cresce a incerteza quanto à implementação de tarifas sobre produtos mexicanos. A situação começa a se assemelhar à de um mês atrás, embora seja importante ressaltar que tanto exportadores quanto importadores estarão agora mais bem preparados para reagir caso essas tarifas sejam de fato implementadas.
O mercado interno reagiu com preços mais altos, criando uma concorrência real para tamanhos menores. Os preços nesse mercado aumentaram mais de 70% nas últimas quatro semanas. Esse aumento é uma tendência anual durante as semanas que antecedem a Páscoa, que este ano será de 13 a 19 de abril.
O clima está definitivamente se tornando mais um fator que influencia as decisões dos produtores de colher ou armazenar suas safras. As temperaturas diurnas já estão altas, o que é normal para esta época do ano. É comum que algumas frutas cheguem às centrais de embalagem já apresentando sinais de amadurecimento ou desidratação, o que facilita a triagem nas linhas de embalagem. Nesta época do ano, as frutas mexicanas normalmente têm um teor de matéria seca superior a 31-32%, tornando crucial o gerenciamento adequado da cadeia de frio em toda a distribuição.
Sergio Paz Vega, México, sergio.paz@coliman.com