México: Comentários de mercado
Na oitava semana, a indústria mexicana exportou mais de 1.350 carregamentos para o mercado dos Estados Unidos. A abundante colheita de frutas manteve o preço oferecido aos produtores relativamente estável. No entanto, na segunda metade da semana, começaram a surgir alguns preços com desconto, principalmente em torno de 48 centavos de dólar. Os exportadores com programas de vendas estáveis mantiveram seus preços, de modo que a fruta no mercado aberto, principalmente da região fronteiriça, foi cotada a preços mais baixos. Como costuma acontecer nessas circunstâncias, alguns carregamentos excedentes no mercado aberto geram mais ruído do que a maior parte do volume detido por empresas com vendas bem planejadas.
Em teoria, não há motivos para prever uma queda significativa nos preços das frutas mexicanas. Os estoques não aumentaram e os preços pagos aos produtores, resultantes da demanda constante, também permaneceram inalterados. O clima nos principais centros consumidores melhorou consideravelmente, portanto, pode-se esperar um aumento no consumo, sustentado por uma oferta suficiente para promover o abacate. As temperaturas ambientes nas principais regiões produtoras também estão subindo, o que é normal para esta época do ano e será um fator importante nas decisões de muitos produtores ao planejarem sua colheita.
As exportações continuam a ser dominadas pelo tamanho 48, com os exportadores priorizando esse tamanho. Será interessante observar o comportamento da curva de tamanho das frutas mexicanas nas próximas semanas e meses, pois é muito provável que a proporção de tamanhos menores reservados para o final da temporada seja maior do que nas temporadas anteriores. Por outro lado, o mercado interno mexicano poderá começar a oferecer preços competitivos para tamanhos menores e frutas de segunda categoria. É normal que esse mercado pague preços mais altos durante o período da Quaresma, que antecede a Semana Santa, e que este ano ocorre no final de março.
Sérgio Paz Vega