Indústria mexicana de abacate: expectativas reduzidas de colheita e vendas
Será importante tanto para importadores quanto para exportadores avaliar a quantidade e o tipo de estoque remanescente nos armazéns no início da 19ª semana. Se a demanda for moderada a forte, os exportadores provavelmente buscarão aumentar seu volume, o que muito provavelmente resultará em preços mais altos. Por outro lado, se a demanda for moderada, espera-se que os preços das frutas permaneçam estáveis. Em relação ao tipo de estoque, o foco está em determinar quais tamanhos e prazos de validade permanecerão disponíveis.
Não se espera redução nos volumes provenientes de outras origens nas próximas semanas; pelo contrário, prevê-se um aumento nas exportações do Peru. Diante da queda dos preços na Europa, os produtores peruanos podem começar a enxergar o mercado dos Estados Unidos como uma alternativa para escoar o excedente de frutas. Idealmente, a indústria mexicana deveria reagir mantendo um fornecimento constante e garantindo sua participação de mercado nas próximas semanas, até o final da safra atual e início da próxima.
Na frente de produção no México, dois fatores serão relevantes nas próximas semanas. O primeiro é o clima, já que não se espera chuva significativa, embora 15 de maio marque o início da temporada de furacões no Oceano Pacífico. Isso afeta diretamente os produtores que continuam a manter as frutas em árvores estressadas, uma situação relativamente normal para esta época do ano.
O segundo será o início da colheita de frutas da nova temporada, que aparentemente poderá começar em maio ou junho, no máximo, desde que as frutas atinjam um mínimo de 24% de matéria seca na primeira amostragem realizada pelos órgãos municipais de saúde vegetal; veremos com que precisão esse procedimento será aplicado.
Sérgio Paz Vega
México