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Argentina: um mercado em crescimento

O consumo de abacate na Argentina ainda é relativamente baixo em comparação com o Chile, seu vizinho, mas vem crescendo de forma constante ano após ano. Há alguns anos, a Argentina começou a produzir abacates Hass no norte do país, principalmente em Tucumán, Salta e Jujuy, e chegou a exportar abacates frescos para a Europa e o Chile. No entanto, embora alguns abacates Hass ainda sejam produzidos internamente (juntamente com outras variedades locais), a maior parte dos abacates vendidos na Argentina é importada.

De onde vem? A Argentina tem um fornecimento estável graças às suas três principais fontes, que fornecem abacates em diferentes períodos de produção: Chile (setembro a março), Brasil (fevereiro a maio) e Peru (maio a agosto). Os abacates chilenos e peruanos entram no país pela Cordilheira dos Andes, via Mendoza, que é o principal ponto de entrada, enquanto os abacates brasileiros entram pelo leste da Argentina. Há também importações menores do México e da Colômbia.

Embora a Argentina ainda não seja um mercado de grande volume, continua a crescer a cada ano. Projeta-se que, até 2025, o volume importado atinja quase 2.000 caminhões/contêineres, o que representaria o melhor ano até o momento. A estabilidade de preços e volumes ao longo do ano tem sido fundamental para manter o consumo e garantir a qualidade dos produtos.

Em conversa com Miguel Bauzá, do Don Jaime em Mendoza, ficou claro que a Argentina ainda possui um significativo potencial de crescimento. Por exemplo, uma área que precisa de melhorias é a comercialização de abacates maduros em supermercados, já que atualmente são vendidos principalmente verdes. Em mercados como os Estados Unidos e a Europa, os fornecedores amadurecem a fruta antes de entregá-la aos supermercados, o que aumenta consideravelmente o consumo.

Atualmente, existem muitas empresas importadoras e comerciantes de abacate na Argentina, sendo Mendoza e Buenos Aires as cidades mais importantes para o recebimento dessas importações. Buenos Aires é o principal mercado consumidor, enquanto Mendoza ocupa uma posição estratégica para a distribuição em todo o país e serve como porta de entrada para a fruta que chega pelo Pacífico (Chile, Peru, México, Colômbia).

Tudo indica que a Argentina será um excelente mercado nos próximos anos, não só em termos de volume, mas também em termos de demanda por abacates de tamanho médio e pequeno. Isso será benéfico para os exportadores sul-americanos, que poderão comercializar abacates de diferentes tamanhos em diversos mercados.

Sebastian de la Cuadra Infante, CEO da Avobook, sdelacuadra@avobook.com

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