Semana 21: Então, para onde olhamos agora?
21ª semana e contando. O ímpeto que tínhamos no mercado americano está começando a diminuir um pouco e, contrariando todas as expectativas, parece que o mercado europeu pode acabar sendo uma saída para parte dessa safra problemática que já está ganhando volume.
No campo, estamos recebendo relatos de que o inverno está dando uma trégua, permitindo um pouco de trabalho, mas seus efeitos ainda são sentidos. As fábricas que processam frutas para os 5 principais produtores estão operando normalmente e com boa capacidade. Aproveitamos esta oportunidade para expressar nossa solidariedade e admiração à Jardín Exotics, por sua resiliência em superar os diversos desafios impostos pelo clima, enquanto continua exportando daquele belo e acolhedor município de Jardín, em Antioquia. Parabéns!
Especificamente no mercado norte-americano, houve quedas, e até mesmo paralisações completas, por parte de alguns compradores que estão literalmente nadando em calibres 70 e 84 (que, juntamente com o 60, são os calibres que a Colômbia produz atualmente). A demanda não respondeu como esperado, em um fenômeno que algumas de nossas fontes descrevem como algo que não viam no mercado há muito tempo.
Do lado europeu, poucos carregamentos partiram, representando 40% do volume exportado, com chegadas em média de cerca de 70 contêineres por semana nas últimas semanas.
A realidade é que há muita fruta disponível. Alguns exportadores podem estar enfrentando dificuldades, os processadores podem estar prosperando, mas, em última análise, o mais afetado — e o mais importante de todos — é o produtor. Mantê-los motivados, bem remunerados e confiantes no futuro é fundamental para que este setor não só cresça, mas também se sustente e melhore sua produtividade.
O preço médio oferecido pela fruta no campo gira em torno de 3.600 COP. As frutas mais raras alcançam preços elevados: cerca de 7.800 COP para as grandes, 4.000 COP para as médias e 1.500 COP para as pequenas.
A coluna de hoje é para reflexão. Um ponto de virada se aproxima, com uma possível convergência de preços entre os EUA e a Europa... e com a complicação adicional de que ambos estão em tendência de queda. Para onde mais a Colômbia pode olhar? Canadá? América Latina? Ásia? Há muito trabalho a ser feito, mas — como sempre dizemos — devemos fazê-lo juntos.
Jorge Molina Duque, Gerente de Operações, Quality Studio CO, jorge.molina@qualitystudio.cl , Colômbia