Movimento lento com "ondas crescentes"
Esta foi uma semana curta na Colômbia. Tradicionalmente, todas as atividades relacionadas à colheita reduzem suas operações para bem menos da metade da capacidade. Tudo o que puder ser feito deve ser concluído antes da Quarta-feira Santa, pois a atividade é mínima a partir de então até a Segunda-feira de Páscoa.
Nos mercados internacionais, os Estados Unidos continuam liderando as exportações com 60%, e a Colômbia mantém uma participação de mercado de aproximadamente 4%. Enquanto isso, na Europa, as chegadas continuam a diminuir, e a participação de mercado da Colômbia nessa região gira em torno de 3%.
Entretanto, nos campos, a atividade está diminuindo, mas o clima começa a melhorar significativamente, com redução das chuvas nas áreas atualmente em colheita. As frutas continuam menores, mas com bom sabor. As ofertas comerciais das empresas permaneceram estáveis e, nas últimas semanas, representantes das cinco maiores empresas têm oferecido preços de consignação. Entre as que mantêm preços fixos, o preço médio por quilo, de acordo com a distribuição por tamanho, é de COP 4.000. Para as frutas pequenas, que representam 50% da distribuição, a média é de COP 1.500. As frutas médias, com 40% do mercado, têm preço médio de COP 4.500, e as frutas grandes, com 10%, chegam a COP 7.500.
A Semana Santa historicamente marca certos marcos em diferentes mercados. Teremos que ver o que o mercado reserva após o término da Semana Santa na Colômbia. Por ora, é um bom momento para fazer uma pausa, observar e se preparar com calma para o que está por vir. As decisões que tomarmos neste momento podem fazer a diferença entre uma temporada de sucesso e uma batalha árdua, especialmente se compararmos com a campanha peruana, que já está dando passos gigantescos.
Jorge Molina Duque, Gerente de Operações, Quality Studio CO, jorge.molina@qualitystudio.cl , Colômbia