Abacate colombiano: ritmo de exportação e novos desafios na semana 26
ARTIGO
A 26ª semana traz uma perspectiva interessante para o mercado de abacate colombiano, mostrando como os principais mercados de exportação estão ganhando impulso. Observamos uma tendência clara: 40% dos embarques de abacate colombiano são destinados à Europa, enquanto o restante segue para os Estados Unidos. Essa distribuição reflete uma preferência contínua e estável pelo abacate colombiano nesses mercados-chave.
A Colômbia mantém uma participação de 10% no mercado norte-americano, um número significativo considerando a concorrência de outros grandes produtores. No entanto, a situação na fronteira com o Texas mostra uma queda de 11% nos preços de referência para abacates mexicanos (tamanho 48) em comparação com a semana anterior. Isso pode abrir oportunidades para os abacates colombianos, caso os exportadores consigam posicionar seus produtos estrategicamente. Por outro lado, nos países desenvolvidos, os preços de referência para o tamanho 20 registraram um aumento de aproximadamente 7%. Essa alta de preços pode ser um sinal positivo para os exportadores colombianos, pois pode se traduzir em margens de lucro maiores, caso consigam atender a essa demanda com produtos de alta qualidade.
Em contrapartida, julho apresenta perspectivas promissoras, mas a disponibilidade de frutas será limitada. Segundo a Corpohass e os principais exportadores, prevê-se uma redução de 15% em relação à semana anterior. Essa queda é preocupante, mas também previsível, considerando o ciclo natural de produção.
O fornecimento de frutas atualmente provém principalmente de zonas de transição como Sonsón, Abejorral e Huila. Huila, em particular, distingue-se pelos seus métodos de negociação únicos e pela ampla gama de especificações para o tipo de fruta oferecida. A maior parte da fruta (60%) é de tamanho médio, enquanto o restante se divide entre tamanhos grandes e pequenos.
Atualmente, os tamanhos menores provenientes das terras baixas de Tolima ditam a tendência, mas espera-se que os tamanhos maiores cheguem em setembro e outubro. Essa evolução será crucial para determinar o equilíbrio entre oferta e demanda nos mercados internacionais.
Os principais exportadores parecem estar preparados para integrar perfeitamente a colheita da entressafra com a safra principal, o que poderia garantir um fornecimento contínuo e estável de frutas. No entanto, os pequenos e médios exportadores precisarão oferecer condições de compra competitivas para garantir o abastecimento do mercado e manter sua presença.
Um fator a ser considerado é a chegada do fenômeno La Niña, que sempre traz seus próprios desafios. Este ano, espera-se um aumento de 20% no volume de floração, o que poderá impactar tanto a oferta quanto a qualidade da fruta disponível. Por fim, a nomeação de Martha Carvajalino como nova Ministra da Agricultura poderá trazer mudanças nas políticas e no apoio ao setor agrícola, o que será crucial para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades no mercado de abacate.
Jorge Molina Duque
Colômbia